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Félix

Félix

Ricardo Machado
tipo livro
estado novo
capa comum
editora Humana
ano de publicação 2021
número de páginas 408
peso 730g
dimensões 24cm / 17cm / 3cm
R$ 79,90

descrição

Existem histórias que quase ficam de fora da História. É o caso de Félix Peyrallo Carbajal (1913 – 2005). Poeta, andarilho, filósofo, professor, construtor de relógios de sol, vanguardista, amigo de artistas e pensadores, conferencista, boêmio… Félix se ocupou em andar e promover encontros ao longo de seus quase cem anos de vida, deixando esparsos vestígios de sua história, agora reunidos pelo historiador e professor Ricardo Machado.

Quem foi Félix Peyrallo Carbajal? Se para a maioria das biografias essa é uma pergunta relativamente simples, no caso de Félix, as respostas são sempre provisórias, deslocando-se ao compasso de uma vida que se fez em movimento. Félix se entregou à procura por viver a vida como obra de arte. Essa entrega fez com que muito cedo saísse de casa em uma viagem radical sem retorno, atravessando desertos, enfrentando abismos, promovendo encontros poéticos e encantando pessoas em diferentes lugares do mundo”, escreve o autor.

Félix levou uma existência nômade em pleno século XX por um território que inclui o Uruguai como local de nascimento e o Brasil como sepulcro. Entre um e outro, Espanha, França, Cuba, Argentina, Paraguai, México. Em sua passagem por estes lugares, realizava conferências sobre temas diversos como poesia, filosofia e matemática. Além disso, em diversas cidades deixou construído um relógio de sol, muitos deles aqui no Brasil.

Durante suas andanças, Félix se encontrou com figuras importantes da cena artística e intelectual latino-americana, como Eduardo Galeano, Carilda Oliver Labra, Pedro Garfias, Rubén Darío e Manuel Bandeira que, por sinal, deixou registrado em uma crônica suas impressões sobre o encontro: “Ao perguntar quando chegou ao Rio de Janeiro, ele responde que foi no dia anterior; quanto tempo pretendia demorar na cidade, respondeu que não sabia; do que vivia na ocasião, respondeu que vivia de mendicância. E assim o estranho visitante de Bandeira diz ter sido por toda parte por onde esteve: quando tem fome pede comida, quando tem sono pede uma cama e, se não descobrir um lugar para pouso, passa a noite inteira caminhando, pois é capaz de caminhar 25 quilômetros sem sentir fadiga. Comer e dormir não são problemas, os problemas da vida são outros”.

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