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Latino-americanos à procura de um lugar neste século

Latino-americanos à procura de um lugar neste século

Néstor García Canclini
tipo livro
estado novo
capa comum
editora Iluminuras
ano de publicação 2000
categoria(s) Ciências Humanas
subcategoria(s) História, Ciências Sociais
número de páginas 135
peso 347g
dimensões 23cm / 16cm / 1cm
R$ 53,00

descrição

“O que significa ser latino-americano?”

A pergunta inicial com que Néstor García Canclini iniciou este livro logo se transformou, no prefácio à edição brasileira, numa outra mais atual e expressiva: “Quem quer ser latino-americano?” Quando se conhecem as cifras concretas indicando não apenas o tradicional número de latino-americanos de fala hispânica como, também e especificamente, o número de brasileiros que cada vez mais querem ir para fora disto aqui; e quando se conhece, ainda mais importante, o estado de espírito daqueles que ainda não foram para lá porém gostariam de ir, a tentativa de encontrar uma resposta a essa pergunta ganha em importância. Canclini, contudo, não quer apenas encontrar a resposta. Este ensaio, como ele diz, é sobre como essa pergunta “está mudando enquanto se constroem novas respostas”. Está aí a essência do trabalho intelectual profícuo: mudar a pergunta, indagar-se a si mesmo se o modo de formular a questão e ver as coisas não deveria ser outro antes de correr para repetir a mesma resposta de sempre.

Refletir sobre a contemporaneidade desta história de uma continuada negação de tanta coisa, como diz o autor, foi a mola deste livro com o qual Canclini ganhou o prêmio da Fundação Cardoza y Aragon em 2001. Se o baixo chavão ideológico continua repetindo à exaustão que na América Latina (o que é isso?) “tudo nos une”, no cotidiano dos fatos assim como no cenário da história tudo nos separa, a começar pela língua se nesse todo se quiser incluir o Brasil e se nele o Brasil se quiser incluir. Analisando (portanto admitindo) os inconvenientes de ser latino-americano e com isso exercendo um latino-americanismo crítico, Canclini produz aqui uma reflexão ao mesmo tempo comprometida com esta terra (que não é uma porém várias) e com a idéia de integridade intelectual que rejeita as simplificações, conceituais e políticas.

Um argentino de nascimento que se viu obrigado, pela força política das coisas, a emigrar para o México -- sendo ele mesmo, portanto, a encarnação viva desse latino-americano sempre em deambulação real ou imaginária—Canclini tornou-se figura de proa não apenas da reflexão sobre a América Latina como da reflexão sobre o mundo (e o Brasil...) a partir da América Latina. Algo que ele faz numa perspectiva que é outra inovação no quadro do pensamento sociológico tradicional: a perspectiva da cultura, que ele deixa evidente no posfácio especial para esta edição.

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