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O spleen de Paris: Pequenos poemas em prosa

O spleen de Paris: Pequenos poemas em prosa

Charles Baudelaire
tipo livro
estado novo
capa comum
editora 34
ano de publicação 2020
categoria(s) Poesia, Ficção
número de páginas 128
peso 206g
dimensões 23cm / 15cm / 1cm
R$ 46,00

descrição

O spleen de Paris reúne anedotas, reflexões e epifanias, “pequenos poemas em prosa”, de Charles Baudelaire (1821-1867), o poeta por excelência do século XIX.

"Ele está entre nós”, dizia o crítico Jacques Rivière no começo do século XX. Um século mais tarde, nada mudou. Charles Baudelaire continua entre nós, que não tardamos a reconhecê lo — presença radiosa e terrível — em meio à multidão: jamais saberemos se a beleza de seus poemas “provém do céu profundo” ou “emerge do abismo”, jamais teremos como saber se a modernidade de sua obra é um convite, um lamento, uma condenação. E disso talvez não haja prova mais cabal que O spleen de Paris, esta reunião de seus “pequenos poemas em prosa”. Publicadas e republicadas As flores do Mal, em 1857 e 1861, Baudelaire dedicou os últimos anos de vida a sua última aventura: escrever poesia além do âmbito do verso, escrever numa prosa poética “sem ritmo nem rima”, capaz de responder com a máxima “concentração de espírito” aos “sobressaltos da consciência” e, sobretudo, às “sugestões da rua”. Pois esta poesia nasce “da frequentação das cidades enormes”: percorrendo sua Paris natal em transe de se converter, como bem viu Walter Benjamin, em “capital do século XIX”, Baudelaire tomava nota da transformação vertiginosa, da hipocrisia rampante — burguesa ou boêmia, masculina ou feminina, literária ou oficial —, da violência sempre a ponto de rebentar. E, se tudo isso lhe inspirava esse spleen que o próprio poeta certa vez definiu como uma espécie de “melancolia irritada”, não é menos verdade que Baudelaire foi tecendo, ao sabor das andanças, uma rede de cumplicidades e correspondências entre poeta solitário e os personagens miúdos da vida urbana — os pobres e as prostitutas, os velhos e as crianças, os saltimbancos sem vintém e os cães sem rumo —, aqui convertidos em figuras de uma intensa beleza, que nos exalta e nos exaspera.

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